PONTE DE CABAÇOS

04-07-2020

Muito se diz, sobre este lugar, com aura de mistério e poesia.

Relativamente à Ponte de Cabaços, damos crédito a quem sempre fundamentou o seus conhecimentos em investigação e documentos, o ilustríssimo castrense Professor Abílio Pereira de Carvalho. 

Sobre este monumento, traz a luz uma acta escrita nos anos 70 do séc. XIX, onde não só atribui a edificação ao cidadão Joaquim de Almeida, como situa a sua construção aquando da aquisição por este,  do Solar de Grijó, em 1843 e uma reparação da mesma em 1876.

Transcrevemos:

"De posse do imóvel brasonado e dos bens rústicos que integravam o património adquirido, o novo proprietário resolveu imediatamente construir uma ponte no sítio de Cabaços, onde um barco, como se vê na escritura, fazia a travessia do rio Paiva de margem para margem. Dizemos imediatamente, pois, adquirindo ele a Casa no ano de 1843, chegados que somos ao ano de 1876, isto é, 33 anos após, já o pavimento dessa ponte se encontrava em condições tais que levou Joaquim de Almeida a estar presente na sessão de 24 de Abril desse ano, por virtude de ter solicitado à Câmara autorização para o reparar. Vejamos:

«Foi convidado para esta sessão extraordinária o cidadão Joaquim de Almeida, de Grijó, a fim de um requerimento de interesse público que o mesmo cidadão pretende apresentar, o qual depois de lido se viu que pedia autorização para, à sua conta, reformar a ponte do Paiva que por ele foi edificada no sítio de Cabaços, visto achar-se já muito deteriorado o pavimento da mesma e querendo satisfazer desde já ao encargo que tomou de concorrer com a quantia de um conto e seiscentos mil reis para que esta Câmara possa apreciar a obra intentada pelo requerente. Apresentou também o respectivo projecto da mesma ponte. Ao que a Câmara depois de examinar a planta da referida ponte e discutir o requerimento apresentado, acordou em deferir a pretensão do prestante cidadão Joaquim de Almeida por julgarem muito importante e de maior utilidade para este concelho e por verem que o projecto da planta apresentada satisfaz o objectivo a que é destinada» (Liv. das Actas das Sessões da Câmara de 1874-1878, fls 77v-78r)*

Escrito por Abílio Pereira de Carvalho, AQUI


Vídeo da autoria de José Luís Oliveira.